PESSOAS NEGRAS NO AUDIOVISUAL E REPRESENTATIVIDADE: ENTREVISTA COM MARIANI FERREIRA

Tempo de leitura: 18 minutos

A Ancine (Agência Nacional de Cinema) divulgou uma pesquisa sobre diversidade de gênero e raça no mercado audiovisual brasileiro.

Baseada nos 142 longas-metragens brasileiros lançados comercialmente em salas de exibição no ano de 2016, a pesquisa aponta que homens brancos dirigiram de 75,4% desses filmes. Mulheres brancas, 19,7%. Homens negros dirigiram 2,1% das obras analisadas, e nenhuma foi dirigida ou roteirizada por uma mulher negra (clique aqui para ver o estudo completo).

Para falar sobre o assunto, entrevistamos a diretora e roteirista, Mariani Ferreira.

Mariani formou-se em Jornalismo pela Universidade Luterana do Brasil em 2011. Foi premiada no edital Curta Afirmativo do Ministério da Cultura com o curta-metragem “Léo”, do qual é diretora e roteirista. O filme foi exibido no Festival Internacional Del Nuevo Cine Latinoamericano de la Habana, Festival Internacional de Guadalajara, Mostra Cinema e Direitos Humanos no Mundo e Festival de Cinema de Três Passos.

É produtora executiva e roteirista do documentário “O Caso do Homem Errado”, que estreou no Festival de Cinema de Gramado, em 2017. É roteirista das séries “Filhos da Liberdade” e “Ayiti” e dos longas-metragens “A Sombra” e “A Marca do Grilhão”, os quatro projetos em fase de desenvolvimento. Também é roteirista da série “Necrópolis”, da Verte Filmes, que vai ao ar na Box Brasil em 2018.

É ainda uma das curadoras do concurso de longas do FRAPA, o maior festival de roteiro da América Latina. É uma das curadoras e organizadoras da Mostra Ela na Tela, voltada para filmes dirigidos e protagonizados por mulheres.

Confira os principais trechos da entrevista com Mariani:

– Sobre a desigualdade de raça e de gênero no audiovisual que os dados divulgados pela Ancine demonstram, como as estruturas sociais estão conectadas a esses números?

Mariani Ferreira: Tem muito a ver com o nosso passado escravagista. Quando você vê qualquer tipo de pesquisa que mostra que o negro está em uma posição inferior ao branco, isso remete à escravidão, porque são muitos mecanismos que vêm de lá para manter o negro nessa posição subalterna, porque, nessa posição subalterna, ele serve aos interesses de quem está no poder, que não quer ver a pessoa preta, a pessoa pobre, avançando socialmente em busca de direitos. Todo esse retrocesso que a gente tem visto vai muito nesse sentido. A gente está inserido em uma sociedade patriarcal e machista, então obviamente as mulheres teriam menos acesso à produção cinematográfica. O cinema é uma arte muito cara de ser feita. Começa pelo acesso ao saber e ao consumir o cinema. Onde estão os cinemas em Porto Alegre? As salas mais sociais, mais culturais estão no centro. As salas comerciais estão dentro de shoppings. Uma pessoa que mora na Restinga vai ter dinheiro para pagar uma passagem de ônibus caríssima para chegar ao centro?  Ela vai ter dinheiro para pagar um ingresso de cinema em uma sala de cinema comercial? Se ela for a esses espaços que são majoritariamente brancos,  será que ela não vai sofrer racismo nesses espaços? Será que ela não vai ser seguida pelos seguranças? Não vai ser a única pessoa negra? As pessoas não têm acesso ao consumir cinema e elas não têm acesso ao estudar cinema. Aqui em Porto Alegre não tem curso público de cinema. Mesmo em uma faculdade pública, a pessoa tem que conseguir se manter estudando nessa faculdade pública. E quem tem acesso às faculdades particulares? Na Unisinos, o curso de cinema é muito caro, é muito elitista. Mesmo para uma pessoa de classe média, é difícil acessar esse lugar. Por isso, a gente tem um cinema sempre produzido pelas mesmas pessoas. Mesmo quando a pessoa consegue se formar em cinema, ela chega no mercado de trabalho onde ela tem que concorrer com pessoas que puderam fazer intercâmbio, comprar um equipamento caro. Então, tem todo esse impeditivo econômico e também tem um peso racial muito grande. Das poucas pessoas negras que eu conheço e que frequentaram faculdade de cinema, várias me relataram terem sofrido racismo. É uma situação terrível você estar em um espaço majoritariamente branco. Acho que esses números refletem tanto o machismo na nossa sociedade quanto o racismo. O Rio Grande do Sul é onde o negro tem o pior IDH. Os jovens negros têm muito mais chances de morrer do que jovens brancos. Esse problema não é só social, ele é racial. Mesmo a pessoa negra que tenha acesso, tenha grana, pode sofrer racismo. Isso está na nossa raiz, no nosso passado. Isso explica muito esse nosso momento de retrocesso, porque houve conquistas sociais que colocaram pessoas que não tinham acesso a uma série de coisas em lugares melhores, e quem tem privilégio se sente ameaçado, porque não está perdendo direitos, está perdendo privilégio.

– E em relação a personagens negros: o cinema e a TV reforçam estereótipos racistas?

Mariani Ferreira: Acho que é completamente interligado quem produz e o que é produzido. Não digo que as pessoas reproduzem estereótipos propositalmente. Realmente é difícil falar sobre um lugar que você não está. Uma pessoa branca que faz um filme sobre a cultura negra, não é a vivência dela. Então as chances de errar são enormes. Um homem fazendo um filme sobre uma mulher. Ele não sabe o que é ser mulher. Então as chances de errar são enormes. Enquanto não diversificar a produção, a gente ainda vai ter representações equivocadas, estereótipos, machismo, racismo representados na tela e má representação. Quando você aplica o Teste de Bechdel às produções para ver se elas têm representatividade feminina, você vai ver que as produções não passam, mesmo filmes que são considerados incríveis. Por exemplo, “Crepúsculo” passa no Teste de Bechdel. O que acontece? “Crepúsculo” é baseado em uma obra escrita por uma mulher e o primeiro filme é dirigido por uma mulher. Apesar de ser um filme com zilhões de problemas relacionados a machismo na narrativa, ele tem mulheres que conversam entre si. O Teste de Bechdel diz que você tem que ter mais de uma personagem mulher, elas têm que conversar, e o assunto não pode girar em torno de um homem. “Liga da Justiça” não passa no Teste de Bechdel porque em nenhum momento as mulheres conversam entre si sobre um assunto que não seja um homem. É bem complicado se você não tem diversidade por trás das câmeras, você não vai ter diversidade na frente das câmeras. Mas também existe essa coisa da pessoa estar falando fora do lugar de fala dela e também existe uma não preocupação. Se você está sub-representando um grupo que é minoria política, que muitas vezes não é minoria de fato, mas é minoria política, você não se preocupa porque você vai machucar pessoas que não têm força política para se impor. Por isso que eu acho muito interessante esses movimentos que têm hoje em dia, porque apesar de você ver esses números, você vê que as pessoas pelo menos estão conseguindo falar sobre isso, que é uma coisa que não acontecia antes. Se você tem um filme flagrantemente machista, racista, homofóbico, as pessoas vão falar sobre isso. Ainda muito pouco. Acho que esses filmes deveriam perder financiamento e não deveriam ser feitos. Têm filmes com representações problemáticas e que são financiados com dinheiro público. Mas pelo menos a conversa está sendo dita. Seja uma preocupação genuína, seja uma preocupação despertada por interesse mercadológico, ela está existindo. Também tem isso: as pessoas ascenderam socialmente, tiveram mais poder de compra, então você não pode ignorar. Pessoas negras estão conseguindo comprar coisas. Então você tem que ter um produto de cabelo para o cabelo crespo, você tem que ter maquiagem para a pele negra, você tem que fazer um produto audiovisual para essa pessoa porque ela vai consumir. O público LGBT vai consumir. As mulheres vão consumir. É uma coisa que não pode ser ignorada.

– Você mencionou o público LGBT, que é um grupo que também é minoria e ainda tem pouca representatividade no cinema e TV. A representatividade de pessoas LGBT negras acaba sendo menor ainda, certo?  

Mariani Ferreira: Tem uma pesquisadora de Porto Alegre, Fernanda Nascimento, ela pesquisou representatividade LGBT nas novelas. É muito pouca representação e a representação que existe é majoritariamente branca, são casais gays, homens, e são de classe média/classe média alta. Não existe representação de mulheres lésbicas que não sejam Lesbian Chic. Então, você é LGBT, negro, periférico, você não se vê. Muito difícil você se ver. Você não consegue produzir, então você vai depender da boa vontade de outra pessoa para te representar. Muitas vezes, essa representação não vai ser a certa. Na hora de se expressar, você se expressa muito sobre o que é importante para ti. Então você tem que ter uma sensibilidade muito grande para apoiar a causa do outro, para olhar o outro, para retratar ele. Acho que ter essa consciência, ser sensível a outros assuntos que não sejam só do seu universo. Mas se você for escrever sobre esses outros assuntos, tem que saber que você está fora do seu lugar de fala. Se você vai fazer um roteiro que tem indígenas, chame um consultor indígena. Tem aquela coisa do complexo do branco salvador, que se enche de autoridade sobre um assunto que não é seu e muitas vezes presta um desserviço que não vai iluminar a causa indígena e, na verdade, vai encher de estereótipos.

– Como está sendo o momento atual em que vêm surgindo, nos Estados Unidos principalmente, séries protagonizadas por pessoas negras, por exemplo, “Dear White People”, “Scandal”, “How to Get Away with Murder” (títulos aqui no Brasil: “Cara Gente Branca”, “Escândalos – Os Bastidores do Poder” e “Como Defender um Assassino”)?

Mariani Ferreira:  A Shonda Rhimes criou “Grey’s Anatomy”, que se tornou um sucesso. “Grey’s Anatomy” não é protagonizada por uma mulher negra, é protagonizada por uma mulher branca. Isso deu forças para ela produzir séries que são protagonizadas por mulheres negras. E, agora, vendo toda essa necessidade, toda essa discussão, outros canais abriram espaço. “Insecure”, da HBO, que é maravilhoso. “Atlanta” também é muito incrível. São produções protagonizadas por pessoas negras, maior parte do elenco é de pessoas negras e, principalmente, são produzidas por pessoas negras. É muito importante você ter pessoas negras produzindo no papel de produtor, roteirista, diretor. Ter mulheres, pessoas LGBT, indígenas, com deficiência. Acho que algo só é realmente representativo quando a ficha técnica é representativa. Por exemplo, “Mad Max” tem todo um discurso que se lê feminista, mas a ficha técnica é composta por homens. É muito o mercado absorvendo esse discurso para vender. “Malhação”, nessa temporada, que vem sendo muito elogiada, tem mulheres na sala de roteiro, e eles levaram uma mulher negra para a sala de roteiro. Na temporada passada, “Malhação” tinha uma protagonista negra, mas extremamente estereotipada, ela começa como faxineira e acaba casando com um cara branco. E agora você tem uma mulher negra na sala de roteiro, isso muda, você tem discursos muito interessantes. Faz toda a diferença. “Ricky e Morty” é uma animação que eu acho bem legal. Na primeira temporada, não tinha nenhuma mulher na sala de roteiro. Na segunda temporada, eles incluíram mulheres. Você vê a diferença gritante. As personagens femininas ganharam importância, ganharam voz. Ficou mais rico. Não é questão de ser politicamente correto. É de fazer um produto melhor. Senão, você tem personagens unidimensionais. Acho que a melhor pessoa para escrever uma mulher é uma mulher. Para escrever uma pessoa negra é uma pessoa negra. Para escrever uma pessoa homossexual é uma pessoa homossexual. A própria pessoa que está escrevendo as suas vivências.

– Quais são os impactos positivos que uma representatividade maior traz para as pessoas negras?  

Mariani Ferreira: Quando eu era criança, eu assistia os programas de TV, assistia Planeta Xuxa e só tinha pessoas brancas. Eu achava que, se eu passasse água de colônia na pele, eu ia ficar branca. Eu queria muito que minha mãe comprasse para eu passar e ficar branca. Eu não me via na tela, não me achava bonita. Eu lembro que a primeira vez que eu vi uma mulher musa na TV foi a Taís Araújo em uma novela do Manoel Carlos. Aliás, era muito problemática aquela personagem, só que era uma mulher negra de cabelo crespo sendo protagonista. Eu lembro que comecei a ver outras mulheres negras encrespando o cabelo. Eu olhei pro meu cabelo, e ele era crespo. Eu pensei: “Caramba, eu posso ficar com esse cabelo”. É muito importante as pessoas se verem para além do personagem que é empregado, que é bandido, do personagem que vai morrer nos primeiros minutos. A primeira pessoa que morre em um filme de terror é a pessoa negra. “Get Out” muda isso. Dizem que o filme não inova, mas, só de não matar uma pessoa negra nos primeiros minutos, ele já inova quase tudo que foi feito. É fundamental que as pessoas possam se ver para formar a sua identidade e se ver não apenas no cinema. Por exemplo, qual é a diferença na formação de uma criança negra se ela for a um posto de saúde e quem atender ela for um pediatra negro? Se ela ligar a TV e, além de jogares de futebol ou cantores, ela ver o herói da trama sendo um homem negro? Isso vai dar uma outra esfera para essa criança. Ela vai se inspirar. Ela vai gostar mais de si. Quando a Oprah ganha um Globo de Ouro e ela diz que pensa nas garotinhas que estão vendo ela ali. Eu sou uma das pessoas que estava vendo ela ali. Eu sei que ser negro aqui e ser negro nos Estados Unidos é completamente diferente, mas ter uma mulher negra sendo aplaudida por um auditório inteiro é muito inspirador. Isso se aplica a mulheres, a pessoas LGBT, pessoas indígenas, pessoas com deficiência.

– Quais pessoas negras inspiraram você e o seu trabalho?

Mariani Ferreira: Jéssica Queiroz, que dirigiu “Peripatético”. Renata Martins, que fez a websérie “Empoderadas” e foi chamada para escrever “Malhação”. A realizadora negra que mais me inspirou ultimamente foi Glenda Nicácio, que dirigiu “Café com Canela”, um filme que 99% do elenco é negro, e o mais fantástico é que conta uma história sobre amor e amizade. Não representa pessoas negras morrendo, sofrendo, sendo vítimas, sai de todos os estereótipos e mostra algo lindo. Quando eu terminei de assistir, eu estava chorando. Eu fui falar com a Glenda e só podia agradecer, porque a gente pode criar para além de narrativas que mostrem pessoas negras e corpos negros sendo violentados, a gente pode muito bem escrever uma história de amor e amizade envolvendo pessoas negras. Apesar do racismo fazer parte da vida das pessoas negras, a nossa vida não se resume ao racismo. Você pode ir além disso para criar uma história. Ela é muito inspiradora para mim. Além dela, Ava DuVernay, Oprah, mas a pessoa que mais me inspirou na vida é a minha mãe, uma mulher negra muito incrível, que sempre lutou muito para que a gente pudesse estudar e se amasse, que tivesse autoestima. Então, além de todas as mulheres incríveis que existem no mundo, a minha inspiração começou em casa, com a minha mãe dizendo que eu poderia sim fazer as coisas, quando o mundo dizia que eu não podia.

– Quais ações poderiam ser realizadas para existir maior representatividade de pessoas negras no audiovisual?

Mariani Ferreira: Pernambuco é um dos modelos de produção mais democráticos e representativos que tem no País. Eles criaram cotas para mulheres, pessoas negras e pessoas indígenas nas produções. Então, todas as produções produzidas com dinheiro público lá precisam ter mulheres, pessoas negras e pessoas indígenas nas equipes. Até em nível federal isso começou ser a feito. O Curta Afirmativo era destinado a patrocinar produções que fossem dirigidas ou produzidas por jovens realizadores negros. Hoje, revendo nas minhas redes, muitas pessoas que estão produzindo ganharam o Curta Afirmativo. Apesar de ter havido uma promessa pela Ancine depois da divulgação desses números que tentaria fomentar mais ações afirmativas, eu não acredito muito nisso dependendo dos resultados das eleições de 2018, porque historicamente governos de direita não tem um compromisso tão grande, ou nenhum, com a diversidade. Algumas linhas de financiamento para produtoras menores já estão sendo reduzidas. Para mim, a tendência é que o dinheiro seja preservado para as grandes produtoras em detrimento das pequenas, aí iniciativas como o Curta Afirmativo não vão existir. Um meio seria o financiamento público que impusesse cotas, mas através de projetos de lei para presença de mulheres, pessoas negras, inclusive de narrativas. Existe uma linha muito legal no Fundo Setorial em que eles dão algumas pautas. Por exemplo, precisamos de projetos que falem da causa LGBT, da causa indígena, da causa quilombola, então as pessoas pensariam e fariam essas histórias a partir dessas temáticas. Outra coisa importante seria aumentar o acesso de mulheres, pessoas negras e pessoas periféricas às faculdades de cinema. Seria muito interessante ter uma linha de financiamento para comprar de equipamento destinada a pequenas produtoras, produtoras mulheres. Mas tudo teria começar com ensino, na escola pública, de cinema para formar público. Atividades de formação de público. A partir do momento que você tem um público formado que gosta de cinema e consome cinema, você vai ter que atender essas pessoas. Você cria a demanda e depois você atende a demanda. Aí você vai ter que narrativas que dialoguem com a periferia, pessoas negras, pessoas LGBT. Tudo teria que começar com formação de público. Até as coisas mudarem, acho que funciona muito as próprias pessoas formarem alianças para conseguir produzir, para trocar conhecimento. Pega um diretor de fotografia e vai ensinar pessoas negras, faz uma oficina de graça. Esse trabalho de formiguinha pode funcionar em tempos tenebrosos.

– O que você diria a pessoas negras, principalmente mulheres negras, que queiram ingressar na área de audiovisual?

Mariani Ferreira: Primeiro, não duvidar de si e do próprio talento porque é muito desmotivante você chegar em um lugar e ser podada, cortada, não poder expressar suas ideias. A primeira coisa é se olhar no espelho e dizer “eu sou inteligente, eu sou talentosa, eu sou capaz” e ficar repetindo isso porque às vezes você está inserida em um mundo que te diz o contrário o tempo todo e você tem que se lembrar disso. Para além disso, se junte com os seus. Quando você não tem políticas públicas favoráveis, não tem um mercado favorável, você se juntando com os seus você tem força suficiente para produzir algo que sozinho você não produziria. Então, buscar outras pessoas negras, buscar outras mulheres, para, junto com elas, produzir. Dessa força coletiva pode vir um movimento muito interessante.             

     

 

     

                  

 

                 

2 Comentários


  1. Importante o assunto. Mas ultimamente tenho reparado que pelo menos em boa parte da mídia, os profissionais negros tem pouco espaço para falar de seus conhecimentos. Geralmente é para falar de racismo.
    Isso acontece devido aos problemas atuais, mas me preocupa que com o tempo essa etnia seja associada apenas a luta por direitos ao invés de seu nível profissional (que é tão talentoso quanto qualquer outro).
    Ainda assim, achei essa reportagem super relevante e me fez ver os mecanismos que dificultam os pobres a absorver cultura.

    Grande abraço!

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